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  • Suzana Soares

Ninguém é por acaso



Ninguém é por acaso. Vamo-nos construindo como pessoas aos poucos, como se fôssemos um grande mosaico, cujo as pequenas peças foram colocadas em fases diferentes da nossa vida.


A pessoa que nos tornamos está interligada a todas as imagens, a todos os gestos, palavras que nos foram ditas, mostradas ao longo da nossa vida, de modo que fica muito difícil responder à questão “quem sou eu?”, sem nos recordarmos de todas as experiências que vivemos. Muitas dessas experiências são inconscientes, estão escondidas dentro de nós, não temos acesso a elas, mas elas são atuantes (o inconsciente manda o seu recado) de modo que, muitos medos de hoje necessitam ser compreendidos à luz do passado.

É por isso que uma boa terapia é aquela que nos permite aceder às realidades do nosso inconsciente e vai consertando, no dia de hoje, aquilo que estava quebrado no passado. É assim que nos tornamos gente. Com erros e acertos. Com realidades que nos são favoráveis e outras não tão favoráveis.


Por vezes queremos mudar, queremos sair de algumas situações que nos são desfavoráveis. Sabemos disso, temos consciência disso. Mas não conseguimos fazê-lo porque essas vivências e experiências que fomos adquirindo ao longo da nossa vida estão enraizadas em nós e, para nos tornarmos diferentes, temos que fazer esse confronto. Temos que eliminar o que não nos serve mais, o que para a nossa vida atual é negativo e pernicioso. Temos que eliminar aquilo que é “vício” e impedimento para nos deixar mudar.


Por isso, muitas vezes, a angústia e a tristeza de hoje está associada a escolhas que fizemos no passado e que não corrigimos, porque nos faltava a consciência. E a vida não perdoa. A vida é doce, é alegre, mas ela cobra todas as faturas das nossas escolhas.


Então, coloquemos a pauta sobre a mesa, pensemos nas nossas escolhas, comecemos a perceber onde estamos a errar, onde começamos a errar e a acostumar-nos com esses erros. Sim, porque às vezes temos o problema de nos acostumarmos com os nossos erros e perdemos a capacidade de perceber que estamos errados.


Quando paramos e somos capazes de quebrar esse ciclo vicioso, é como se a vida retornasse inteira para nós.


O que é que a vida te está a pedir?

Quais as mudanças que precisam ser feitas?

A qualidade de tudo depende da resposta que oferecemos.

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