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  • Suzana Soares

Terapia de Regressão: Para que serve?


A principal finalidade das regressões a vivências passadas, nessa ou em outras encarnações, é encontrar factos ou situações às quais as pessoas estejam sintonizadas, ainda se sentindo lá, em seu inconsciente, sem o saber, mas sentindo e pensando como o faziam lá. Por exemplo, se alguém foi preso em uma cadeia, ficou muito tempo lá e isso lhe afetou muito; embora, claro, já tenha saído de lá, é como se ainda estivesse ligado àquela situação e, então, necessita regredir, voltar para lá e sentir que já saiu daquele lugar; assim, rompe-se a sintonia e ele sentir-se-á, finalmente, livre. Essa é uma das causas da fobia de lugares fechados.


Estão sintonizadas em situações do seu passado transpessoal, uma doença imobilizante, uma velhice solitária, uma morte traumática, um abandono do ser amado, em que sentiram muita tristeza, depressão, muita mágoa, muito medo, pânico, raiva, sentimento de inferioridade, solidão.


A finalidade terapêutica da regressão é, então, fazer com que retornem a essas situações e relembrem que já saíram delas, que aquilo já passou; aí, corta-se a sintonia com aquelas situações e os sentimentos e, então, sentirão alívio, sentir-se-ão livres. A melhora é automática, natural. A principal finalidade da regressão é fazer a pessoa voltar a uma situação traumática que ainda está ativa em seu inconsciente e relembrar que aquilo já terminou, ou seja, desconectar-se daquela situação e dos sentimentos que sentia lá. É um desligamento.


O outro grande benefício da regressão é a pessoa perceber como é parecida vida após vida… E a evolução espiritual? E a transformação? Somos muito incompetentes nesse assunto…

Na regressão, quem quer descobrir a origem de uma raiva, começa a sentir raiva, quem quer encontrar a origem de uma tristeza, começa a sentir grande tristeza, o mesmo para o medo, a mágoa, o sentimento de solidão, angústia, etc. Em geral, o paciente acredita que são os seus sentimentos de hoje, mas não; são os de lá que já estão sendo encontrados.


A orientação é que a pessoa diga quando começa a sentir algo dentro de si, mesmo que seja o que normalmente sente, mesmo que pareça imaginação, que está inventando tudo aquilo, etc. Começam a vir ideias como se fossem imaginação ou fantasias; por exemplo: de repente passa em sua mente a sensação de uma batalha, ou de um baile, ou de um navio, ou de um casamento. A orientação é que a pessoa diga qualquer fato que surja em sua mente, mesmo que não esteja vendo nada, esteja tudo escuro em sua mente; não deve duvidar daquela ideia que veio, não deve tentar entender, questionar, racionalizar, esperar ter certeza para dizer, pois isso faz com que a ideia desapareça.

E quando, depois de muito tempo, o paciente diz que não está vendo nada… o terapeuta acha que, então, ele não regrediu… mas regrediu, sim, está num lugar escuro… E quando diz que não está fazendo nada… pode estar flutuando no Astral intermediário após um desencarne em alguma vida passada…


O processo de regressão é totalmente passivo; a pessoa deve deitar-se e entregar-se totalmente, relaxar completamente, soltar o corpo, como se fosse desaparecer e seguir as instruções. Ir apagando os pensamentos, como se fosse dormir, criar um espaço neutro para que, do seu Inconsciente, venham as ideias, as sensações e os sentimentos. Não deve ficar pensando, querer ver, procurar por algo, pelo contrário, deve ficar passivo e esperar que venham as informações lá do seu Inconsciente, e dizer qualquer coisa que venha à sua mente ou nos seus sentimentos.


O processo de regressão consta de 2 fases: Fase 1 – atuação do terapeuta:

a) Relaxamento do corpo físico b) Expansão da consciência


Fase 2 – regressão propriamente dita:

Momento atual: é o momento presente onde se encontra a sua queixa inicial. O momento onde culmina todos os efeitos e todo aprendizado de todas as experiências vividas sejam elas conscientes ou não.

Adolescência: é um difícil momento de transição para maioria das pessoas. Nesta fase buscamos identidade como ser no mundo. Surgem conflitos de relacionamento, sexuais, profissionais, entre outros. Algumas pessoas carregam esses conflitos no decorrer dos anos fazendo com que a vida se torne confusa e sem sucesso.

Infância: é o período onde se estrutura a personalidade do indivíduo. Para Freud é o período mais importante da vida psíquica, onde ocorre o desenvolvimento da sexualidade. Para Jung, é nesta fase que a personalidade se estrutura com todas bagagens arquetípicas da evolução da humanidade e de vida anteriores. Muitas crianças nesta fase são marcadas por traumas decorrentes de brigas entre os pais, ou por serem submetidas a castigos severos ou até acidentes em geral. Através da regressão de memória você poderá reviver a situação traumática com mais maturidade, compreensão e total acompanhamento terapêutico.


Nascimento: o nascimento é uma fase muito importante para o Ser humano. É o momento em que ocorre a primeira inspiração, e uma drástica mudança de ambiente (dentro da barriga da mãe para o ambiente externo). Muitos de nós carregamos alguns traumas ocorridos na hora do nascimento como complicações no parto, adaptação ao ambiente externo como a luz, ar, a temperatura etc. Este momento também pode ter sido experienciado com muita alegria e vibração.

Vida Intrauterina: é o período desde a fecundação até o nascimento. É o momento que começa com a união do espermatozoide com o óvulo, o período onde a Ser se corporifica na matéria. Todas as experiências são geradas no pequeno cérebro que funciona como uma fita de gravador, onde serão registradas todas as sensações e sentimentos da mãe e do pai. É importante para este Ser que os sentimentos em relação a ele(a) sejam os mais harmoniosos possíveis.

Vivências Passadas: neste estágio de regressão, podemos vivenciar momentos que parecem ter acontecidos em situações que antecedem a conceção. Para entendermos o processo de regressão à vivências passadas, também conhecido como regressão à “vidas passadas”, é necessário deixar de lado a ideia do tempo cronológico que serve apena para orientação. O tempo é uma realidade que transcende nossas limitações espaciais. A divisão presente, passado e futuro é meramente didática, destinada a reduzir a termos compreensíveis uma realidade que, sob muitos aspetos, ainda nos escapa, mas parece contínua e simultânea. Portanto, não há tempo nem espaço, tudo acontece ao mesmo tempo. O presente é apenas uma linha móvel que arbitrariamente imaginamos para separar em duas – passado e futuro – uma realidade indivisível e global, assim como a memória.

A regressão à vivências passadas propicia à você, não apenas uma visão global do seu Ser, como também a conscientização de sua existência atual revelando experiências positivas que serão reforçadas, e negativas que serão trabalhadas para que não mais se repitam. Nesta fase da regressão, não importa realmente à sua crença em reencarnação ou não. Também não é importante saber se as vivências que foram experienciadas durante a regressão de fato ocorreram ou não. O que importa é que através da regressão, o cliente entra em contato com padrões que ainda estavam inconsciente e tem a oportunidade de escolher novas possibilidades para sua vida no presente. Todas as experiências vivenciadas durante a regressão são interpretações que o cliente fez ou faz da realidade à sua volta.

"É na evolução do seu conhecimento interior,

que você reconhece os seus erros e não os repete"

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